terça-feira, 31 de março de 2015

Resenha: Vingadores Vs X-Men

Texto de: Carlos Alberto Moraes Jr
               Acadêmico de Jornalismo
Dos últimos anos para cá, a Marvel vem fazendo uma grande saga atrás de grande saga, com a desculpa de que elas resultariam em algo enorme, nunca antes visto no mercado dos quadrinhos. A última tentativa de ‘algo nunca antes visto’ começou com a publicação do Marvel NOW, uma completa reformulação na linha editorial da Marvel, onde todas as revistas serão zeradas, porém seus personagens não sofrerão um reboot, eles continuarão com suas cronologias.




E o evento escolhido para culminar nisso foi Vingadores vs X-Men. Para entender essa série, temos que voltar algumas sagas pra trás até Dinastia M, onde Wanda Maximoff (Feiticeira Escarlate) desejou que não houvesse mais mutantes no mundo, e o resultado foi que mais de 95% dos mutantes do mundo perderam seus poderes. Após isso, os mutantes restantes, liderados por Scott Summers (Ciclope), fundaram a nação Utopia X em uma ilha no meio da baía de São Francisco. Obviamente deixou o governo americano irritado e com a ajuda da S.H.I.E.L.D., sitiou a ilha militarmente e os mutantes passaram a ser odiados em toda a América. Nesse cenário nasce Hope, a primeira mutante pós-Dinastia M. Ela é tratada como ‘a messias’ que, ou salvará a humanidade e os mutantes, e/ou a destruirá. Com isso, Scott decide deixar a garota aos cuidados de seu filho Cable, que a adora e leva para ser criada no futuro.


Agora chegamos em Vingadores vs. X-Men. Um patrulheiro espacial Nova alerta Os Vingadores que a Fênix está vindo diretamente para a Terra, e eles não têm como impedi-la. Após uma reunião com as mentes mais brilhantes do universo Marvel, os Vingadores descobrem que a Fênix quer um corpo, o corpo mutante de Hope Summers, que agora já é adolescente e vive em Utopia X. Então os Vingadores apenas decidem que o melhor para o mundo é colocar Hope sob vigilância onde a Força Fênix não a encontre, algo que Scott não aceita bem, e todo o atrito mutante x EUA explode, e ele declara guerra contra os Vingadores.

Lendo o resumo até que parece interessante, mas a forma que ela foi conduzida não agradou, As 12 edições tiveram muita encheção de lingüiça onde a história pouco evoluía com bastante conversa fiada sobre Yin e Yang, com o Punho de Ferro, um personagem de terceira, sendo um dos principais, além de tentarem coisas completamente sem noção, como o Homem-Aranha tentar dar uma guia para o desenvolvimento de Hope com ensinamentos até certos pontos filosóficos. Para compreender completamente a saga, tem que ler dezenas (das quais li só algumas, para ter alguma base) de outras revistas do universo mutante e dos Vingadores, onde a história, sim, avança.
Há, sim, bons momentos, com algumas cenas impactantes deixadas para o clímax das 4 últimas edições, como o Homem-Aranha contra Colossus e Magik, ambos incorporados com a Força Fênix, e a morte (mais uma) de um grande personagem do universo mutante na edição 11. Porém, no que poderia ter sido O EVENTO da Marvel, ela não teve coragem de abordar temas que fazem parte da história mutante, como o preconceito latente de uma sociedade que os odeia, que já foram muito bem abordadas em histórias anteriores e praticamente esquecidas nessa. Muito menos correlacionar algum acontecimento dos quadrinhos com a nossa história recente (conflitos do ocidente com o oriente médio, terrorismo, etc.).


 Em resumo, Vingadores Vs X-Men foi apenas uma desculpa esfarrapada da Marvel para reformular toda sua linha editorial até que as vendas caiam (e caíram) e ela tenha que fazer uma nova mega saga (as novas Guerras Secretas que está chegando ainda esse ano).

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